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07 setembro, 2010

Agosto passou...

..inteirinho. 
daquele jeito que só um agosto sabe passar. meio sem fim, meio chato, quente e frio. um agosto cheio de dias, dias cheio de horas, e horas que demoraram a passar. Um agosto de blusão de lã, shorts e as primeiras sandálias. E nesse mês de agosto, que acabei de citar, não escrevi. nem uma linha. Ao menos não aqui. E se tantos dias, e tantas horas e sandálias, e também tantos sentimentos houveram, não sei porque não houve linha.
Dizem que a felicidade não gera literatura; e que a tristeza por sua vez, essa sim, rende os mais bonitos escritos. Não sei se concordo.
Será que isso significaria que andei feliz pelo mês de agosto? pode ser. Mas isso significaria dizer que agora estou triste, já que estou escrevendo. ou talvez; apenas, que já é setembro.
Estou triste. mas por perceber que não escrevi nenhuma linha e agosto; e agosto passou, cheio de dias e horas. e não voltará, e eu não escrevi; e agora me sinto uma tola, por tentar recuperar o que não escrevi em agosto, aqui escrevendo sobre agosto.
sabe que num desses dias do mês-mais-cheio-de-dias fiz aniversário? pois é, uma função. lembro de peixe cru com arroz, sacolas, chapéus e um suco que chamavam de louco; meus pés latejando no outro dia. De fato muitas outras coisas aconteceram, afinal, pra preencher todo aquele bando de horas, mas nem vale a pena querer citá-las, já vale sentí-las, e tê-las vividas.
E como disse, estou triste. Não apenas pela tentativa frustrada de remendar o não-dito em agosto. triste pelo vinho branco que ontem comemorava seis meses num bar distante, e que hoje virou lágrimas de sangue azedo nas nossas caras. Pelo filme romance-cult que vimos a poucas horas, e agora já é um Bang-Bang sem mocinho nenhum, só vilões. ou vilãs. eu e tu.
cara, o que fizeram desse tal de setembro?


22 julho, 2010

cosmic

é que nem uma explosão cósmica:
num instante é nada, é menor do que a menor coisa
que se possa imaginar, é sub-atômico. E no instante
seguinte por sua vez é imenso. é mais do que isso,
é infinito, e mesmo assim continua a se expandir.
aumenta monstruosamente dentro de sí, a ponto de
se colidir em suas próprias fronteiras.
E dobra-se em seu redor, dá voltas que formam círculos,
elipses, bolas.. e formam também cavalinhos de algodão.

27 fevereiro, 2010

stop and stare.

Observar não é o meu forte.
Ultimamente, porém, andei me interessando em olhar as pessoas.
Olhar sem interesse, preconceito ou inveja. Olhar por olhar, por sentir, por entender. Qual não foi minha surpresa, há uma porção um tanto variada de gente por aí!

Gente alta, baixa, bela, feia; ruiva, loira, morena e camaleão. Gente que usa milhares de adornos, adereços, cores e formas. Gente clássica, básica, simples; sofisticada, elegante, impressionante.

Mas tudo isso é externo. O que realmente me comove é o que há por dentro.

Há pessoas inteligentes, que sabem debater bons assuntos, defender um ponto, argumentar. Há aquelas que não gostam de discussões e preferem aceitar qualquer posição, ou nem ouví-las.
Há quem socialize com todos, do cachorro da vizinha à namorada da melhor amiga sem se embaraçar; mas há quem não consiga encarar sua própria família ou par e dizer algumas verdades.
Algumas pessoas são atraentes, de mais! Seja pelo jeito de olhar, falar, rir ou apenas ser. Outras se esforçam tanto, mas não saem nunca da sombra. Algumas cantam afinado, tocam instrumentos com perfeição e gostam da boa música; enquanto outras se contentam com o que está na moda, toca na rádio e gruda na cabeça.
Tem gente que nem gosta tanto assim de música, de filmes e de arte. Acreditem!

Certas pessoas são fracas, em todos os sentidos. Outras são fortes e ainda dividem sua força com quem precisa. Há velhos, e novos. Ricos e pobres. Loucos e aventureiros que se abrem para a vida e vivem o momento. Conservadores, tradicionais, clássicos e puritanos. Há pessoas honestas e outras nem tanto.

Há gente que ama. Se entrega, se abre, se doa. Gente que gosta de gostar, que supera diferenças e aceita as fraquezas. Que contraria a própria natureza selvagem do ser humano. Pessoas que seguidas vezes se enganam confiando em um outro, acreditando que pode alguma vez ser diferente, e que há alguém como ele - disposto a se esforçar, e funcionar.
Em contrapartida, há muitos daqueles céticos, que acreditam apenas em si mesmo. Creem que o amor é patético, ilusório e degradante. Pensam que entrega é sinônimo de dor, que orgulho é prova de superioridade, que raiva é capaz de curar. Que quando estão com alguém não se conformam por não estarem com outro. Que se estão sozinhos ficam à caça eterna da próxima vítima.

E nessa onda de observações, tentei me ver. Tentei não julgar outrem e não criar conceitos distorcidos pela minha mente estreita. E aqui apenas lhes digo que na loucura que são as interações humanas, às vezes observar pode ser uma ótima estratégia para nos blindarmos contra quem não nos convém.

23 dezembro, 2009

És meu verão

E quando meus versos não forem para ti, serão sobre ti.
E mesmo quando nã forem sobre ti, serão eles também teus.
Pois sentido não há em outros os lerem, não sentirão.
E o que eu escrevo aqui se transborda de desejo, deve ser lido por ti.

O excesso de paixão termina com minhas chances de rima,
porém aumenta imensamente o meu deleite.
E sinto tuas coxas macias e brancas, querendo tê-las agora;
mesmo que em pensamento, eu me satisfaço.

Tu és o melhor pedaço, e tão deliciosa que mata.
E se for só agora, só por hoje, só neste verão:
ó que lástima
terá sido este um tempo alegre, completo em sentido e sentimento.
Escrevo aqui sobre ti, para ti, meu bem.

14 dezembro, 2009

Tentativas, tentações.

Era tudo verdade. A primavera chegou e trouxe você.

Pernas à mostra, pólen no ar, descalços na grama.
O começo é do avesso, é estranho, é confuso.
São quatro mãos, dois corações, um par de bocas. 
infinitos sentimentos.

É o acaso cruzando essas histórias em algum 
lugar do espaço-tempo; nas 11 dimensões.


Dia de sol, alegria, carinho.
Pode dar certo, pode ser lindo e perfeito. 
E ali sentada na brisa fico a conjecturar sobre o futuro daquilo.


Dois egos.
Podem inflar, se estranhar, duelar. 
Podem então sucumbir ao inconsciente 
egoísmo do amor próprio, ou ao medo.
Ou sim, ou não; vazio.


Pois sim, riscos devem ser corridos. 
É saudável, rejuvenesce a alma, reflete no corpo.
Afinal, o que é o viver se não arriscar? 
Aproveitar chances, tentativas e tentações; 
pular de prédios, voar, nuvens; cair de cabeça, sangrar.


Cada qual que saiba da sua resistência e quão longe pode ir. 
Aquela coisa das melhores frutas no ponto mais alto da árvore; Sim.
Cabe então a ti -ó criatura- subir em algumas espécies e ver qual 
suportará o teu peso, e nesta enfim encontrarás o gosto supremo.


Tenta.

08 junho, 2009

Mim ter Blog!?

Essa postagem será provavelmente a mais boba e menos lida, afinal é a primeira. Mas é assim que as coisas começam. E vocês podem se perguntar o que leva uma cidadã com eu a acordar em uma bela segunda-feira de inverno e decidir "vou criar um blog"? Lhes responderei: também não sei. Bom, como essa resposta deixa a desejar, acho que seria interessante citar como estou um pouco cansada dos meus outros meios de comunicação virtual (leia-se orkut, twitter, flickr, myspace, e-mail...)* - este por sinal, seria um bom motivo para NÃO criar um blog.
Sinto porém, uma vontade -um tanto mundana- de compartilhar com alguém (mesmo que seja o servidor do Blogspot) as minhas produções; sejam elas as fotografias que tiro, os textos que escrevo, os pensamentos e reflexões que faço, as sugestões para vida que desejo dar ou ainda alguma - outra - bobagem. Levando isso em conta, encontrei no formato do blog um bom local para tentar realizar essa tarefa, e aqui estou. A partir de hoje quando achar pertinente sentar na frente do computador para compartilhar alguma coisa (qualquer coisa) com o mundo, aqui estará o resultado. Sem mais, sejam muito bem-vindos. - a qualquer momento.
ps: ok confesso, não serei íntegra o suficiente para abandonar de vez àqueles outros meios* acima citados, mas espero conseguir reduzir. Tal qual nárcoticos anônimos.