Mostrando postagens com marcador love. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador love. Mostrar todas as postagens

11 outubro, 2010

9 a.m.

uma cama com o sol da manhã.
na arquitetura o professor de conforto ambiental ensina que isto é benéfico para a saúde: os tais raios matinais possuem uma tal frequência de luz capaz de matar uns tais germes e esterilizar o ambiente. [se não esterilizam ao menos tornam mais saudável e agradável.]
mas esse conteúdo é superficial.

se alguma vez você teve a sorte de estar num quarto com uma janela, essa janela voltada para o leste (considerando que você mora no hemisfério sul) e aberta, você sabe bem do que estou falando. Tá, mais ou menos. Além disso precisa estar ensolarado [parece óbvio].

porém eu quero falar de algo não tão óbvio, e não-comentado em nenhuma aula de arquitetura:
experimente estar nesse quarto, agraciado com o sol da manhã, numa (manhã) de primavera e com a companhia ideal. É, aquela companhia que se deita do teu lado com leveza. Te toca no rosto, comentando teus sinais de pele e achando todos lindos. Canta uma música dos beatles - mais clichê impossível - rindo alto. E depois vocês conversam amenidades: tu apertando os olhos pra ver a outra pessoa contra a luz forte, a outra brincando com um botão pequeno do teu casaco.
e então acontece. se pela alegria do novo dia, ou pelos muffins do café-da-manhã; se pelo jeito que tu sorri, pelos raios de sol que entram ou pela noite bem dormida.. por tudo isso ou ainda outras coisas acontece tão lindo. Tão intenso, que ofusca o próprio sol.  É capaz de matar todos os germes do pensamento, esterilizar a alma pra semana inteira e ainda compor uma nova-bossa-nova.

15 abril, 2010

Amor do [não] dizer.

"o amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público."

Ontem lí isso num texto da Martha Medeiros em que ela falava do impulso que temos de anunciar aos sete ventos os fatos da nossa vida amorosa. Fiquei refetindo(...).
Realmente é assim. Estamos ali, levando a nossa vida de pacato cidadão, quando o amor sem aviso prévio nos ataca - e prontamente nos tornamos uma revistinha de fofoca ambulante. Ligamos para os amigos, e nos encontramos em bares, com o intúito de compartilhar nosso estado de graça e discursar sobre as qualidades da pessoa amada. [Creio que no caso do bar o alcoól ingerido contribuí para a revelação de detalhes mais íntimos - e desnecessários].


Amar em silêncio é crime.
Amar escondido também.
A sociedade criou há muito tempo a Lei do Amor Aberto; e provavelmente poucas leis são tão fiscalizadas e cobradas quanto essa. Não compartilhar um amor é motivo de indignação pública em massa! Mas afinal companheiros, qual o sentido na necessidade de tanta clareza? Se o amor é tão incompreendido e confuso para os próprios amantes, compartilhá-lo não seria apenas torná-lo mais difícil? (...)

Então variações sentimentais passaram a exigir recibo público!

Nada contra, veja bem, quem encara como terapia falar das aventuras de seu coração. Isso costuma inclusive ser uma terapia eficiente, visto que há tanto tempo viemos exercendo-a com alegria! Vamos porém, meus queridos, respeitar a individualidade! Vamos aceitar que algumas pessoas precisam de um tempo só seu, só seu. Que às vezes o prazer de arder secretamente sonhando na cama é maior do que o de distribuir ao público versos agradáveis sobre o ser amando. E que às vezes o simples fato de falar parece estragar o que está tão claro e bem estabelecido pelos olhares risonhos.
Numa época em que tudo é tão social, tão compartilhado e discutido abertamente, vamos dar uma trégua para o nosso pobre coraçãozinho, que apesar de não ter nada de miserável gosta mesmo é de vagar sozinho e clandestino por becos escuros a procura de novos perigos.

27 fevereiro, 2010

stop and stare.

Observar não é o meu forte.
Ultimamente, porém, andei me interessando em olhar as pessoas.
Olhar sem interesse, preconceito ou inveja. Olhar por olhar, por sentir, por entender. Qual não foi minha surpresa, há uma porção um tanto variada de gente por aí!

Gente alta, baixa, bela, feia; ruiva, loira, morena e camaleão. Gente que usa milhares de adornos, adereços, cores e formas. Gente clássica, básica, simples; sofisticada, elegante, impressionante.

Mas tudo isso é externo. O que realmente me comove é o que há por dentro.

Há pessoas inteligentes, que sabem debater bons assuntos, defender um ponto, argumentar. Há aquelas que não gostam de discussões e preferem aceitar qualquer posição, ou nem ouví-las.
Há quem socialize com todos, do cachorro da vizinha à namorada da melhor amiga sem se embaraçar; mas há quem não consiga encarar sua própria família ou par e dizer algumas verdades.
Algumas pessoas são atraentes, de mais! Seja pelo jeito de olhar, falar, rir ou apenas ser. Outras se esforçam tanto, mas não saem nunca da sombra. Algumas cantam afinado, tocam instrumentos com perfeição e gostam da boa música; enquanto outras se contentam com o que está na moda, toca na rádio e gruda na cabeça.
Tem gente que nem gosta tanto assim de música, de filmes e de arte. Acreditem!

Certas pessoas são fracas, em todos os sentidos. Outras são fortes e ainda dividem sua força com quem precisa. Há velhos, e novos. Ricos e pobres. Loucos e aventureiros que se abrem para a vida e vivem o momento. Conservadores, tradicionais, clássicos e puritanos. Há pessoas honestas e outras nem tanto.

Há gente que ama. Se entrega, se abre, se doa. Gente que gosta de gostar, que supera diferenças e aceita as fraquezas. Que contraria a própria natureza selvagem do ser humano. Pessoas que seguidas vezes se enganam confiando em um outro, acreditando que pode alguma vez ser diferente, e que há alguém como ele - disposto a se esforçar, e funcionar.
Em contrapartida, há muitos daqueles céticos, que acreditam apenas em si mesmo. Creem que o amor é patético, ilusório e degradante. Pensam que entrega é sinônimo de dor, que orgulho é prova de superioridade, que raiva é capaz de curar. Que quando estão com alguém não se conformam por não estarem com outro. Que se estão sozinhos ficam à caça eterna da próxima vítima.

E nessa onda de observações, tentei me ver. Tentei não julgar outrem e não criar conceitos distorcidos pela minha mente estreita. E aqui apenas lhes digo que na loucura que são as interações humanas, às vezes observar pode ser uma ótima estratégia para nos blindarmos contra quem não nos convém.

23 dezembro, 2009

És meu verão

E quando meus versos não forem para ti, serão sobre ti.
E mesmo quando nã forem sobre ti, serão eles também teus.
Pois sentido não há em outros os lerem, não sentirão.
E o que eu escrevo aqui se transborda de desejo, deve ser lido por ti.

O excesso de paixão termina com minhas chances de rima,
porém aumenta imensamente o meu deleite.
E sinto tuas coxas macias e brancas, querendo tê-las agora;
mesmo que em pensamento, eu me satisfaço.

Tu és o melhor pedaço, e tão deliciosa que mata.
E se for só agora, só por hoje, só neste verão:
ó que lástima
terá sido este um tempo alegre, completo em sentido e sentimento.
Escrevo aqui sobre ti, para ti, meu bem.

25 novembro, 2009

A Bit of Love

In the end all that matter is to love,
is to care, is to share.
 *
Look after your heart, so it can keep
beating rhythmly for you.



(...)and as our friends beatles would say, All You Need Is Love.